Nossos erros são os alicerces de nossos acertos

 

Thomas Edison, um dos maiores gênios da história inventou a lâmpada incandescente e outras centenas de invenções que beneficiaram e beneficiam a vida humana, mas, teve em sua vida mais fracassos e erros do que acertos. No entanto, não desistiu, ao contrário fez de cada erro um degrau para seu sucesso. Edison se enquadra na ideia do poeta argentino Jorge Luis Borges, ao afirmar que nossos erros são mais importantes que nossos acertos, pois não nos permitem acomodação e segundo Borges se lhe fosse dado repetir a mesma vida trataria de errar mais, pois são nossos erros que nos fazem caminhar.

É comum nos desesperarmos ante um erro ou uma falha, oportunidades nas quais envergonhados e chorosos como uma criança nos sentimos inferiorizados, quando deveríamos enxugar nossas lágrimas e estancar nosso pranto triste revestido de cobranças por nossas falhas, pois não devemos nos cobrar tanto, visto que somos aprendizes e não mestres.

Possuímos o direito inalienável de errar, assim como o inventor que tanto falha antes da coroação de seu êxito. Estamos aqui para aprender, a vida é uma lição e o nosso planeta a escola, não fosse isso, não haveria tantos alunos imperfeitos pela Terra. Cabe a nós quando defrontados por um erro ou fracasso levantar nossa cabeça e olhar adiante, somente assim perceberemos o quanto somos privilegiados por nossa cruz, muitas vezes não ser tão pesada quanto de outros.

É preciso força e a consciência de que ao cairmos temos de levantar de cabeça erguida, pois só cai quem caminha e arrisca novas estradas e outras paisagens, só não cai quem se entregou ao medo de tentar, de inovar, de se reinventar, visto que a glória não está em não cair, mas sim em sermos determinados, confiantes na vida e levantarmos quantas vezes for preciso.

A cada descida devemos levantar e andar, pois a caminhada é longa e a vida não é um passeio, mas uma luta constante, um desafio interminável, uma espécie de vestibular para conquistar a evolução da própria alma, portanto, temos de cultivar em nosso ser a coragem para seguir adiante, apesar dos pesares, pois não estamos sós nessa caminhada.

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Não é segredo que o primeiro passo rumo a paz de espírito é aprender a amar a nós mesmos antes de procurar amar o outro, pois quem não cura as próprias feridas não consegue remediar o outro satisfatoriamente. Grande parte da cura de nossas feridas emocionais está na interação com a natureza, com as demais criaturas, com as flores, e principalmente em amar nossas qualidades e até mesmo nossas maiores dificuldades, pois nada se perde, tudo o amor transforma, tudo é parte de algo maior que nossa alma…

Com o tempo aprendemos a nos acalmar e aceitar que as coisas difíceis demoram certo tempo, as impossíveis um pouquinho mais e dependem exclusivamente de nossa fé. Por isso, não devemos nos envergonhar ao fracassar, pois o fracasso é a oportunidade de começar tudo de novo de forma madura e com os olhos adiante, sonhando hoje, amando hoje, não deixando nada para uma “ocasião especial,” visto que o dia especial é hoje, é agora…

É preciso consciência de que nossos erros e fracassos fazem parte de nossa jornada e que os mesmos nos levam ao bom uso do livre arbítrio, pois possuímos a maior de todas as dádivas do mundo, a capacidade de escolher e comandar o próprio destino, pois ninguém além de nós mesmos é responsável por nossa vida, portanto, não podemos nos cobrar tanto, somos aprendizes e não mestres…

Texto de Davi Roballo

Jornalista, Poeta, escritor, Especialista em Comunicação e Marketing \ Especialista em Jornalismo Político

 

 

 

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