Torna-te a pessoa mais importante de tua vida e sejas feliz

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Foto de David Thomaz no Unsplash

Freud diz que a liberdade exige tanta responsabilidade para obtê-la, que temos determinado receio em conviver com ela, mesmo assim, desejamos ser feliz, no entanto, não percebemos que a felicidade está calcada e tem seus fundamentos em ser livre. Livre para descartarmos aquilo que pode não nos fazer bem, visto que temos o direito inalienável da livre escolha, como também o dever de arcar com suas consequências.

A nossa essência é puramente livre, tão livre que podemos escolher não mais sermos, nenhuma outra criatura terrestre tem direito a tal escolha, no entanto, por vaidade e por força do ego preferimos nos aprisionar aos aspectos banais de nossas relações, como a opinião alheia, agindo em conformidade com o olhar e o aspecto crítico do outro, que muitas vezes projeta em nós suas frustrações e desesperanças.

Somos seres capacitados à felicidade quanto para a tristeza, dependendo de nossas escolhas, visto que temos o livre arbítrio e com ele a responsabilidade de ser o que somos. Cabe a cada um de nós o controle sobre o que pensamos e desejamos, no entanto, devido a determinadas pressões relacionadas ao que esperam de nós, acabamos esquecendo que, podemos sim, conseguir atingir tudo o que pretendemos e isso diz muito sobre a nossa tão almejada felicidade.

Somos eternamente responsáveis por nossas escolhas e atitudes, ninguém além de nós, pode responder por aquilo que fazemos, pensamos ou desejamos, tudo está em nossas mãos, ou seja, só pode construir as bases de uma felicidade relativa quem se dá conta disso. Ser feliz é um projeto pessoal, totalmente independente e intransferível, visto que não há como ser feliz por outro e o outro não pode desfrutar da felicidade por nós.

O primeiro passo para a construção de uma vida relativamente feliz é tornar-se importante em primeiro lugar para si mesmo. Embora não sejamos autossuficientes, temos de zelar pelo nosso bem-estar espiritual, porquanto, felicidade não tem nada a ver com bens materiais, mas estritamente a um estado de espírito.

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Foto por Kyle Sterk em Unsplash

Obtendo um equilíbrio espiritual através da consciência de nós mesmos, de nossos limites, defeitos e dos potenciais que trazemos na alma, passaremos a gostar mais de nós mesmos, pois, somente assim, estaremos aptos a gostar de outros e consequentemente que outros gostem de nós, visto que teremos adquirido a capacidade de perceber que somos todos os transeuntes temporários nos caminhos da vida em busca de firmarmos a cada dia nossos cambaleantes passos.

Desde há muito tem sido ensinado a cada um de nós, estender as mãos ao outro em primeiro lugar, mas sem perceber vivemos como cegos conduzindo cegos, doentes cuidando e tentando remediar outros doentes, quando o correto e mais profícuo é nos curarmos e então procurar aliviar a dor do outro de forma eficiente, ou seja, estaríamos assim, amando o outro como a nós mesmos.

Para isso é preciso tornarmo-nos aquilo que pede a nossa essência, ou seja, a liberdade de amar nós mesmos, visto que é improducente tentar estender o amor a outro sem ter ao menos experimentado o amor por si mesmo.

Tendo conquistado o amor independente por nós mesmos, estaremos aptos a aproveitar com êxito o tempo com as pessoas mais importantes de nossa vida, ou seja, nossos familiares, tornando assim a convivência producente, visto que são essas as pessoas que estarão conosco nos melhores e piores momentos da vida.

Cabe ressaltar, que se tornar a pessoa mais importante de nossa vida, não pode revestir-se de um ato egoístico, mas em um ato de solidariedade conosco mesmo ao reconhecer nossos limites, nossas imperfeições e a necessidade de melhorarmos, para então, poder amparar e auxiliar o outro quando chamados aos deveres solidários da alma e da consciência, agindo como deve agir uma pessoa de bem.


DR Pequeno
© Texto com Todos os Direitos Reservados ao Escritor Davi Roballo

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