MEU BARCO, MEU RIO

Foto por Teddy Kelley em Unsplash.jpg

Meu barco, meu remo, meu rio, meu destino o mar, senhor imponderável, imensidão de águas que engole homens, rios e segredos.

Meu barco vai singrando as águas de meu destino, quase sempre é um navio, às vezes uma pequena jangada, em outras vezes, sou apenas náufrago dos sonhos que não dei vida me afogando na covardia de não ter tentado, sonhos que me atormentam nas torrentes das madrugadas sem estrelas.

Meu barco, meu rio, meu destino, abordo: uma criança recém-nascida, um menino caçador de estrelas com o bolso cheio de sonhos, um adolescente ansioso, um adulto ambicioso e um velho que mais pensa que fala, visto que, deu a todos sua vitalidade, sua voz e sua garra.

No meu barco, no meu rio, a criança recém-nascida chora, quer retornar ao conforto do útero da mãe, enquanto o menino sonhador a consola contando estrelas, na proa o adolescente quer saber a que horas o rio vai encontrar com o mar, o adulto ambicioso deseja saber o quanto de riqueza há por lá, enquanto isso, o velho desenha um sorriso em seu rosto beijado por uma brisa suave que balança seus cabelos.

Meu rio, meu barco, meu remo, meu destino o mar no qual desaparecerão todos os meus medos.


DR Pequeno© Todos os Direitos Reservados ao Escritor Davi Roballo

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