Emoldurado

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Foto de Quino Al no Unsplash

Te emoldurei em um porta-retratos e dependurei no porão de minhas significâncias e lá deves permanecer imóvel como os alicerces do que hoje sou.

Tu fazes parte de meu passado, mas algo em mim, diz que deves permanecer, pois, sem ti, eu não existo, e não seria o que sou.

Na moldura permanecerás sem me perturbar, visto que, um pássaro quando movimenta suas asas vai para frente e não para trás e tu és o passado proscrito, o exílio de um tempo, que me pertenceu, mas acabou.

Tu és um dos homens velhos que a cada dia se descolam de mim, basta olhar ao teu lado e verás outros como tu, em uma sequência de porta retratos até atingir a criança que fui, a única que vive livre entre todos, pois, ela é feita de sonhos e sonhos, não há como prender.

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Foto de Martino Pietropoli em Unsplash

DR Pequeno© Todos os Direitos Reservados ao Escritor Davi Roballo

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